"Conseguia imaginar que existisse, à sua espera, não sabia onde, uma plenitude de compreensão, uma perfeição de sintonia, que cobrisse toda a gama dos seus sentimentos e sensações, desde o mais poético ao mais inteiramente físico, uma beleza de relacionamento tão transfiguradora que, à sua luz, não só ela - era evidente que esta plenitude era uma mulher - seria perfeitamente bela, mas também ele, e isso era manifestamente mais incrível, seria perfeitamente belo e perfeitamente descontraído... na presença dela não podiam existir remorsos, nem falhas, nem limitações, nada mais do que a felicidade e as mais venturosas actividades... É uma convicção a que metade das pessoas com imaginação deste mundo sucumbe com a facilidade com que os patinhos entram na água. Acreditam tanto na sua veracidade como um camelo sedento acredita que em breve chegará a uma nascente.
É uma convicção tão insensata como seria a de um camelo que esperasse um dia beber água numa nascente que para sempre lhe matasse a sede."
Sem comentários:
Enviar um comentário