quarta-feira, 31 de julho de 2013

os meninos perdidos

Já de uma outra vez falei do parque infantil perto de nossa casa, esse epicentro de cultura educativa. Hoje e ontem, depois da escola, passámos lá um bocadinho, a aproveitar o calor do fim de dia. Sinceramente às vezes é quase uma tortura estar lá quando estão outros meninos, dependendo em grande medida dos adultos que estão com esses meninos. 

Há meninos "normais" [seja lá o que isso for...]: andam na sua vida, chateiam-se às vezes, querem as coisas dos outros [sempre muuuuuito melhores do que as suas], exploram, fazem birras, riem, correm, são curiosos por alguns outros meninos. Andam ali com os pais/avós, que os orientam, brincam com eles, estabelecem os limites necessários, nomeadamente no que diz respeito a incomodarem os outros e partilharem o espaço. Com estes, a S. lida bem; com estes pais, eu lido bem.

Há uns que são simplesmente mal educados. Chegam, mexem no que não é deles, recusam-se a emprestar os brinquedos e nunca dão a vez nos baloiços, mesmo que lá estejam há 20 minutos. Os pais estão lá e estão-se cagando para o que se passa, o que é bastante irritante porque não podemos andar a educar crianças alheias. E a nossa a sentir-se injustiçada, que é uma coisa tramada de assistir. Estes, a S. ignora; estes pais, eu faço por ignorar, sem grande sucesso.

Mas acho que há alguns que são uma espécie de meninos perdidos, desesperados por atenção. Mais velhos, chegam sozinhos, perguntam se podem brincar, metem-se na nossa brincadeira, tornam-se pequeninos outra vez. Querem agradar, são "mãezinhas" dos mais pequenos de uma forma irritante [não tenho a mania da assepsia, mas não gosto que pessoas que a minha filha não conhece de lado nenhum lhe invadam o espaço próprio com beijos e colos que ela não pediu nem deseja!]. Mas, no fundo, não querem nada com os miúdos, querem é connosco, pais/avós/tios. Querem que lhe demos atenção, que brinquemos com eles, que lhes validemos as conquistas [olha, eu consigo atirar a bola mais alto que ela!]. Não nos largam, dificultam-nos o brincar com as nossas próprias criaturas. Moem, são chatos. Têm uma espécie de ciúmes dos outros meninos. Estes, deixam a S. incomodada, enervada, com vontade de colo, de ir embora. E a mim também.

a pequeno-burguesa que há em mim foi à Cuf e gostou

Marcar consulta facilmente, para a semana seguinte, lugar para o carro, toda a gente simpática e a informar com clareza, sistema de senhas que funciona, atendimento imediato, médico atencioso, problema tratado, em meia hora tudo feito.

Era isto, mas no SNS. 

amigos

No fim de semana que passou tivemos o casamento de uns dos nossos grandes amigos. Foi um casamento muito, muito bonito, onde passámos o dia com pessoas que nos são muito queridas e com outras que, por força da vida e das circunstâncias, não vemos tantas vezes quantas gostaríamos.

A S. andou o dia todo maravilhada com as outras crianças que lá estavam (muitas, de várias idades), principalmente com a "Na-na", a filha de um casal cuja história de vida está unida à nossa de várias maneiras - são, inclusivamente, os nossos padrinhos de casamento. 

Quando a "Na-na" chegou ao hotel onde íamos ficar todos, estávamos com outros amigos a pôr a conversa em dia no jardim. E a partir daí a S. não a largou mais. Foras imediatamente as duas correr pelo jardim, a rir, apanhar pedras, e explorar buracos 

[felizmente ainda não estavam de traje de cerimónia...].
Querida S., faz amigos. Entrega-te às pessoas que achares que, por alguma razão, te puxam para elas. Conhece pessoas, faz perguntas, ouve, partilha. Aprende com elas, mesmo que seja diferente daquilo que podias pensar. E depois escolhe algumas, poucas, para Amigos. E deixa que te dêem a mão nas alturas em que precisares.





Faz amigos da mesma forma que o teu pai: fieis, leais, de partilha de dias, sem exigências e sem julgamentos. Que são importantes apenas por serem os amigos. Aqueles a quem se telefona a meio do dia só para dizer olá e que te querem em casa deles.







Faz amigos da mesma forma que a tua mãe: complicados, únicos, capazes de perceber "a dor e a delícia de se ser o que se é".










Faz amigos à tua maneira, muitos. No nosso coração cabe muita gente e é com os outros que nos construímos. 












terça-feira, 30 de julho de 2013

less is more #3


Trocar o carrinho de compras pelo cestinho e estabelecer a regra de "tem que dar para levar tudo à mão, numa única viagem"*.


*exceptuam-se situações de packs de leite e/ou papel higiénico.

segunda-feira, 29 de julho de 2013

tomaitô/tomáto

Há uma diferença subtil entre "peixe espada no forno com arroz de couve" e "peixe espada dourado ao alho e limão e arroz primavera".

O primeiro come-se cá em casa.

domingo, 28 de julho de 2013

home sweet home

Depois de um fim de semana fora de casa em que Miss S. nem um gás soltou, a primeira coisa que faz quando chega a casa é uma valente cagada.

Tal pai, tal filha.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

briefing pré-férias

Filha minha que estais na Creche,
Solarengo seja o vosso humor,
Não venha a nós a vossa febre,
Seja longo o vosso descanso
Assim da noite como na sesta
O cocó nosso de cada diz fazei sempre
Deixai-nos alapar tranquilamente na praia
Assim como nós te deixaremos comer várias porcarias
E não nos façais birras em público
Mas livrai-nos do ranho
Amén.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

pipi real ou real pipi - mais do que uma questão linguística

Quem sai da maternidade um dia depois de parir a usar saltos [cunha, vá, mas ainda assim] e se senta daquela forma no banco do carro não pode, de forma alguma, ter um pipi igual ao meu.  


Por alguma razão só encontro o vídeo com as mamas censuradas. Long live Edward Snowden!

quarta-feira, 24 de julho de 2013

migalheira

Os que sobra dos dias é uma migalheira. Bocadinhos maiores e mais pequenos daquilo que foi, do que podia ter sido, do que poderá ainda ser, que ficam espalhados por cima de nós, no chão, onde for.

Se calhar durante muito tempo a minha migalheira era toda de uma espécie, a criatura que tinha saído cá de dentro e que se ajustava cá fora. Mas agora talvez haja várias outras migalhas por aqui espalhadas - que sensação de ar fresco, caramba!!

Por isso, não faz sentido o título antigo, faz sentido este. Mais amplo, mais aberto. Com mais espaço para muitas coisas, muitas pessoas. 

terça-feira, 23 de julho de 2013

estou farta de mamas

Há uma espécie de culto da amamentação que me começa a chatear de sobremaneira: ele é fotos de bebés (e crianças) a mamar por todo o lado, ele é apregoar o quão bom e maravilhoso é dar mama, ele é comparações de quanto tempo se amamentou, haja pachorra!

Que eu não seja mal interpretada: sou pró amamentação a 100%, sempre quis amamentar os meus filhos e fi-lo com prazer e onde bem me apeteceu. Há, sim, coisas muito boas de amamentar, a vários níveis, a começar na saúde dos piquenos, passando pela economia familiar, pelo conforto e facilidade do processo, e a acabar no mimo. Portanto, isto nem sequer é um "ah, mas estão verdes!"

Às vezes parece que se reduz a maternidade à equação: "boa mãe = vaca leiteira à disposição 24/7". Que se é mais do que as outras porque se amamentou até aos x meses ou anos. Que se ama mais os filhos por isso. Farta, fartinha que estou de postas no facebook sobre o amor da amamentação, as borboletas e unicórnios que saem das mamas, como o leite das mamas ou o chuchar no mamilo é solução para todo o mal das criaturas e do mundo. Qualquer dia já não é Nossa Senhora que fala à mulher do Cavaco com a solução da crise, mas é um par de mamas que vem aqui por ordem neste circo, ou não andássemos nós à mama há mais anos do que a conta.

Como dizia o outro, "Freud explica muita coisa..."


segunda-feira, 22 de julho de 2013

less is more - um desafio

Nos últimos dias li um livro que andava ali a ganhar pó na minha estante há uns meses. História do livro à parte, ele passa-se num cenário "no futuro", com avanços tecnológicos do tipo cruzamento de espécies animais e alterações genéticas para gerar animais com características específicas. Socialmente, o mundo divide-se entre os muito pobres que vivem no lixo e os que vivem em condomínios fechados assépticos. Ecologicamente, o caos - o ar poluído de tal forma que se tem que usar permanentemente uma máscara; "animais" a serem criados para alimentação, mas apenas o corpo espetado numa estaca, sem cabeça nem patas; explorações de vegetais e cereais cheias de pesticidas, alterações genéticas, etc; novas doenças criadas por farmacêuticas, para depois venderem a cura. Um desrespeito total pela Terra e pelas pessoas - cada um por si, para o seu pequeno presente hedónico. 

E de repente, a revelação, para mim, quando acabei o livro [no meio de um voo para França, cheio de pessoas a beber coca-colas]: não é o futuro. É o presente. E nós, nas nossas vidinhas, "esquecemo-nos" convenientemente de ver a big picture. Mea culpa, mea culpa, sim. 

Em teoria sim, eu sei isto tudo. Mas às vezes, se calhar, a informação é quase como uma vacina - de tanto nos bombardearem a cabeça com problemas sociais, com catástrofes ecológicas, etc., quase que ficamos imunes a que isso nos toque verdadeiramente. A que a nossa consciência abarque a imensidão do que isso é de maneira a ser propulsor de mudança. 

Cada vez mais faz sentido para mim alterar a maneira como vivemos, contrariando esta lógica doentia, consumista e desperdiçadora. Isso reflecte-se em algumas escolhas minhas e opções políticas, mas não está no meu quotidiano tanto quanto eu gostaria. Gostava de passar esses valores à minha filha. Admiro as pessoas que o fazem e às vezes vou buscar inspiração. 

E cada vez mais me interessa trazer essas coisas para a minha vida, para o dia a dia. Para que o viver "verde" deixe de ser apenas uma extravagância ou algo diferente e passe a ser a regra. Acho que às vezes me falta a coragem de sair do modo a que me acostumei de fazer as coisas. É isso, é mesmo falta de coragem às vezes. Que estupidez. Valente estupidez. Ainda bem que o livro me deu uma espécie de chamamento da realidade. 

Quero aprender a faze-lo. É um desafio que me lanço já hoje - o compromisso a tentar, cada semana, aproximar-me um pouco mais daí. 

Quem vem comigo [que isto de ter uma comunidade ajuda sempre]!?


sexta-feira, 19 de julho de 2013

quinta-feira, 18 de julho de 2013

este também é um blog de moda #4



Crocs. 


Esse pedaço de calçado feio, disforme. Sapatos de enfermeiro. 
Ui, mesmo feios. 
Eu? Nunca na vida. 
Feios.







Até os ver assim.
Fofos. Coisa boa. Que riqueza. 
"Acho que vou comprar já o nº acima antes que esgote."

A maternidade arruina-nos o bom gosto.
[e as noites, e as mamas, e a privacidade a fazer chichi, to name a few]

quarta-feira, 17 de julho de 2013

enamoramento e amor - parte II

"Hoje vamos jantar os 2 pela primeira vez desde há 18 meses".

"Só agora?!" - o ar profundamente espantado a minha vizinha e mãe de um colega da S. abalou todas as minhas defesas. Acho que foi este ar, que me entrou cá por dentro directamente ao mais fundo, que me pôs a pensar nisto. 

Perguntei a Lui-même: "Achas que eu exagero nisto?"

"Mas estás a fazer por ti ou por ela?"

"Por ela." - resposta pronta, peremptória, até verdadeira, para mim. Porque não a quero a sentir-se abandonada.

"Então acho que sim. Ela fica bem, está-se *defecando* para isso" 

Mas isto ecoou em mim todo o resto do dia.

Por ela?

Talvez não. Talvez me esteja a aperceber agora - só agora - de que essa resposta é apenas meia verdade. 

Por mim. Também por mim. Claro que também por mim. 

Mas não por necessidade de controlo, não por eu sentir saudades avassaladoras, não por querer conscientemente estar sempre.

Acho que, "simplesmente", não me apercebi que me apaixonei. Sim, apaixonei-me por ela ainda antes de ela nascer. O enamoramento é intenso, mágico, privado, não admite mais ninguém. Ocupa a cabeça sempre. Está lá sempre. Não existimos quase sem o outro. O outro, um pouco à nossa imagem e semelhança. O outro, com quem podemos ter um universo à parte de todos os outros. O outro e tudo o que envolve o outro. E o outro com a incumbência de o devolver, de alguma forma.

A passagem do enamoramento ao amor é dura. Implica dar asas ao outro. Implica que o outro seja ele próprio, separado. Que nós sejamos nós próprios, separados. Que tenhamos a nossa vida exclusiva. Implica que possamos aceitar a desilusão, a frustração, e ainda assim permanecer. Visto de um certo ângulo, é libertador.

Tenho algum receio desta passagem, confesso. Muito, até. O que fica além do enamoramento sempre foi uma coisa que me incomodou. Aliás, acho que passo grande parte da minha vida a tentar recuperar a magia do enamoramento. Ou a conciliar o possível da realidade com essa efemeridade. 

Mas quero muito poder ir sentindo encontros recorrentes no quotidiano. Com ela, e também com ele. Acho que ele é  uma peça chave da equação.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

quanto mais o tempo passa, mais hipóteses de ressaca

*Aviso à navegação e às mentes eventualmente mais polidas: eu também sou muito mal criada, graças a deus, e acho que um bom palavrão é equivalente a uma bolinha de prozac. E quem nunca disse um foda-se sentido não sabe o que perde - principalmente ao nível das úlceras*


Avancemos.

Eu ainda sou do tempo em que aguentava uma semana de bebedeira mais ou menos contínua sem fraquejar, mantendo as capacidades físicas e fisiológicas de certa forma intactas, desenvolvendo inclusivamente as capacidades intelectuais nesse interstício (falo mesmo bem castelhano quando estou com os copos, porsupuesto). 

[já vos ouço, ó almas impuras que conhecem o meu passado: o meu falecido bólide não é para aqui chamado, e isso foi só uma vez, caramba, e tinham-me roubado a carteira e as chaves de casa, e eram 6h da manhã e tinham acontecido coisas estranhas com um pato se não estou em erro - ou isso foi noutro dia? Adiante.]

A idade, essa grande filhadaputa. Ah e tal, traz sabedoria, paciência, e tudo e tudo. Traz mas é ressacas do caralho. Isso e ter um marido que me deixa beber uma garrafa de vinho praticamente sozinha. E nem sequer tinha necessidade de me embebedar para me seduzir, o sacana.

[não que isso alguma vez tivesse acontecido, ó almas!]

Sim, é triste, uma única garrafa e um fino prévio. Aqui a menina conhecida por emborcar que nem gente grande agora embebeda-se com uma única garrafa de vinho. Mas não era carrascão, vá lá, a idade e o status de pequeno-burguesia ainda permitem escolher vinho de carta - o mais barato, ou o outro logo a seguir que o mais barato já não havia [a crise chegou ao sector dos vinhos, minha gente!], mas ainda assim de carta e não aquela javardice do Souzellas ou do Violino ou do famigerado "vinho da casa" que é tipo o chinês dos vinhos: nem vale a pena pensar no que lá está dentro, serve o propósito e pronto.

Mas dizia eu, a idade. Para além da flacidez, do trabalho ridículo da gravidade sobre as glândulas mamárias (naaaaao, mas amamentar é lindo e maravilhoso, oh sim), a idade traz o aumento exponencial da ressaca e das suas consequências. A saber, e por ordem cronológica e iterativa: resregulação intestinal, mais conhecida como "o cocó de cerveja/vinho"; vontade de comer hamburgers e batatas fritas e outras pérolas igualmente salutares, enquanto se fica de pandeiro enfiado no sofá todo o dia. 

Vá lá que o culpado desta situação foi ali ao Pingo Doce comprar Pringles. 

E se calhar a tábua de queijos, o ravioli de farinheira e a noite de merda que a minha filha deu também não ajudam.






domingo, 14 de julho de 2013

fomos







Comemos uma tábua de queijos numa esplanada em frente ao mar.

Conversámos.

Pusemos em dia as nossas vidas e a nossa vida.

Falámos de ajustes possíveis.

Jantámos a ver o mar.

Falámos dela.

Bebemos uma garrafa de vinho tinto.

Demos um passeio na praia à noite.

Rimos e dissemos tolices.

Rasgámos a realidade do dia-a-dia.



E este blog tem uma nova "etiqueta" que lhe fazia muita falta!


sábado, 13 de julho de 2013

enamoramento e amor - parte I

Nunca fui daquelas mães que são capazes de deixar os filhos com os avós/tios/whatever durante grandes períodos de tempo e repetidamente. Não é propriamente uma coisa de que me orgulhe, mas é uma coisa que é verdade - e que é, aliás, contrária a uma imagem que eu poderia ter de mim própria. Adiante. Pelo contrário, sempre me custou muito fazê-lo. Sempre que aconteceu fi-lo ou "obrigada" ("vá, vai lá sair um bocado que eu fico com ela!"), ou por ter mesmo de ser (miúda doente e eu ter que trabalhar). 

É de livro o facto de isso me gerar uma grande culpabilidade. A minha questão sempre foi ela poder sentir, de alguma forma, que eu a estaria a abandonar, que ela seria um fardo para mim ou que não era suficientemente importante. O medo de que ela precisasse de mim/nós e eu/nós não estivéssemos lá. A angústia de pensar que ela poderia querer qualquer coisa que os outros não compreendessem. O pavor de que se sentisse sozinha e perdida.

Há sempre várias desculpas possíveis. Ela mamou exclusivamente até aos 6 meses. Depois mamou sem ser em exclusividade até aos 9. Não vê nenhum dos avós com a regularidade que me permitisse sentir que ela ficava tranquila. Há sempre coisas que posso apontar a cada avó, avô, tio que não gosto muito que façam com ela. Mas a verdade é que sempre que aconteceu ela ficou sempre bem. Eu já nem tanto.

Hoje nós vamos sair a 2, vamos jantar os dois pela primeira vez desde há 18 meses. Ela fica cá em casa com a tia, que lhe vai dar banho, jantar e por na cama. 

A minha filha já não é o meu bebé pequenino. E ainda que me faça muito feliz o facto de a ver autónoma, independente, com a vida "dela",  isto dói para caraças. É um bocadinho de mim que sai de mim. Um bocadinho de mim que é muito meu e, ao mesmo tempo, não me pertence.