terça-feira, 3 de setembro de 2013

Eu, pecadora, me confesso

Há momentos na vida em que uma pesso panica. Fica com visão em túnel e faz coisas que no seu perfeito juízo não faria. Segundos depois de a coisa acontecer, apercebe-se da sua tremenda idiotice. São situações limite, situações extremas, situações em que é preciso agir com rapidez.

Como ontém.

Fomos à praia as duas, para aproveitar a última oportunidade antes do regresso, em pleno, ao trabalho e à Creche. Chegadas lá, tiro a fralda normal e coloco a fralda de praia à S. que, segundos depois, faz um xixi. Fralda inutilizável, sem fralda de substituição (erro de principiante #1). Bom, fica toda nuinha, que até é como eu gosto mais. Tralálá, vamos para a água, que bom que bom, lálálá... 

De repente:

- Mamã! Ti-ti! (= xixi)
- Ó filha, tudo bem, faz aí no mar... [que atire a primeira pedra quem nunca o fez]

Acontece que a minha filha tinha uma maior ambição. Vejo-a a colocar-se em pose de ataque, vejo-a ficar mais vermelha na cara, vejo-a ficar com pele de galinha. E depois vejo-o a ele. Um rolinho perfeito.

Pânico. Estamos tão longe das nossas coisas!

Olhar em volta, à procura de testemunhas oculares. Nenhuma. A ocasião faz o ladrão, or so they say... Toda de fazer uma buraquinho, enterrar o dito, fazer uma pirâmidezinha de areia em tempo record em cima do dito e rezar para que ninguém o pise, abandonando posteriormente o local a assobiar para o lado.

E depois, a vergonha, o "como é possível teres feito isso?", "que falta de civismo", entre outros. È verdade, mea culpa, mea culpa. A maternidade tira-nos o juízo, já devia saber.

E vir para casa a pensar todo o caminho: mas é biodegradável, certo? Garrafas de plástico é bem pior....

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