Resposta igualmente genial de lui-même: 'bora!
Até sábado, os nossos jantares fora eram tranquilos. Chegávamos à hora definida por nós, ela comia qualquer coisa da nossa comida, geralmente também uma sopa, e depois andava a brincar ali perto da nossa mesa e sempre no nosso ângulo de visão. O que era perfeito para podermos conversar um bocadinho e beber uma sangria como deve ser.
Pois. Acho que estamos a viver o fim de uma era.
Sábado foi assim:
Tempo para andar 20 metros até ao restaurante: 20 minutos. Sua alteza queria estar no chão e andar em sentido contrário ao que nos levaria ao nosso objectivo.
Chegada ao restaurante, descobre que há umas escadas (a descer) perto da nossa mesa e insiste em querer ir para lá. Pai salva o dia e distrai-a de regresso à mesa, onde tentamos escolher. Peço para lhe aquecerem uma sopa enquanto ela come um bocadinho de Grissinos (aqueles pauzinhos de tosta dos restaurantes italianos). Chega a sopa, come 2 colheres e não quer mais. Sai da mesa e vai correr para a varanda do restaurante a dizer "oláaaaaaaa" às pessoas. No fim da varanda há um espaço fininho onde não se deve passar para onde ela quer entrar. Alguém tem que ficar lá de plantão - é o pai enquanto eu peço a comida.
Chega a comida, tendo dar-lhe um bocadinho, não quer. Sai a outra vez da mesa e vai correr para a varanda. Vou eu atrás dela enquanto o pai devora a pizza como se não houvesse amanhã [e a sangria à espera]. Bloqueio o tal espaço fininho. Vai carregar nos botões que sobem e descem as cortinas automaticamente. Levo-a para a mesa, tentando dizer-lhe num tom de adulto que ela tem que se sentar sossegada [ai ai ai!]. Pomo-la na cadeirinha e volto a tentar dar-lhe comida. Entala o dedo na cadeirinha - choro lancinante - e não há mais comida para ninguém. Comemos os 2 simultaneamente durante 2/3 minutos, enquanto ela atira tudo o que está ao alcance dela [nomeadamente as coisas da mesa de trás que eu tive que ir arrastar um pouco mais para trás...] para o chão [não, não, não apanhe, obrigada...]. Do mal, o menos, volta para o chão - vai correr para a varanda, mas para o outro lado. Já é a mascote dos empregados que andam atrás dela. Pai vai com ela enquanto eu acabo a massa. Entretanto, descobre uma varandinha interna no restaurante, com paredes de vidro de onde se vêm as mesas. Adora. Ri-se desalmadamente e faz "cu-cu" ao empregado. Vou render o pai, que vai acabar a pizza (acho eu, porque entretanto deixámos de ser um casal para sermos dois bombeiros a apagar fogos). Agora quer ir explorar o outro lado. Um casal com um rapaz mais ou menos da idade dela, que está a comer rodelas de maçã. Vai pedir maçã à senhora, mas depois não quer comer... Voltamos para a varanda interior. Pai vem render-me. Quando os vejo, já não é só a S., mas mais dois miúdos às voltas no restaurante.
Diz o pai: "vieram atrás dela.... Pede a conta! E deixa uma grande gorjeta...!"
Contas finais:
Duração da estadia: 35/40min.
Jantar da S.: Um grissino.
Jantar dos pais: não se recordam.
Companhia de jantar de cada um de nós: o Ted.
Ted, reflectindo sobre a vida.

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