Ando há algum tempo para escrever este post. Ele está na mina cabeça mas ainda não tinha encontrado uma maneira de sair como deve ser.
Há uma certa crença de que, se fizermos aos outros aquilo que gostávamos que nos fizessem a nós, então todas as nossas acções terão que ser aceites, desculpadas e louváveis. Tenho vindo a pensar que esta lógica é muito falível, para não dizer egoísta. Se eu acho que os outros devem querer e gostar do que eu lhes estou a fazer ou da forma como os estou a tratar apenas porque isso seria o que eu gostaria que me fizessem numa situação semelhante, estou a assumir que todos serão (ou, melhor, deveriam ser) como eu. E que, por conseguinte, essa será a "boa" maneira de ser.
Acontece que não é verdade. As pessoas não são, felizmente, todas iguais a mim ou a ninguém. E, portanto, se eu quando estou feliz gosto de ir jantar fora, não significa que Fulaninho deva achar que eu sou a maior porque o convido para jantar quando ele está feliz. Se quando estou chateada gosto que me deixem em paz, então não tenho que gostar que Sicraninho me venha oferecer bolinhos à porta, apenas porque Sicraninho gosta de bolinhos quando está chateado.
Aproximar-se do outro é, penso eu, fazer precisamente o contrário: fazer aquilo que achamos que o outro gostaria. Às vezes o outro diz-nos o que quer, o que é perfeito porque, embora possa não ser a nossa maneira de agir, sabemos que ao respeitá-lo, estamos a fazer algo por ele. Outras vezes, não raramente, não diz. Aí é mais complicado. Podemos errar, podemos acertar... e podemos também perguntar - assumindo a humildade de não ter todas as respostas. Mas com a certeza de que não estamos a olhar o mundo através do nosso próprio umbigo.
Like!! :)
ResponderEliminarE disseste tudo ma friend black sister P., I know what you're saying. And I back you on that.
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