Estar a crescer também significa ficar e demonstrar que se fica zangada quando nos fazem alguma coisa que não gostamos. [Agora que escrevo esta frase fico de repente muito contente por aquele meio metro de gente não só ter ficado zangado como, e sobretudo, por o ter mostrado - e ainda não tinha pensado nisto. Ah grande mulher que aí vem!! ]
Dizia eu que a S. hoje ficou zangada comigo, acho que pela primeira vez.
Causa: tendo comido gelado [= açúcar] e ter ficado formiga atómica por causa disso; tendo ido para a cama perto das 22h30 por termos ido os 3 jantar fora a celebrar o nosso aniversário de casamento; tendo andado a correr pelo Parque das Nações a horas indecentes e a querer fazer festinhas a tudo quando era bebé; tendo acordado antes das 7h da manha [yeeeeah, vivó feriado!...]; sendo 12h30 do dia seguinte e estando a cair de sono, resolve fazer birra de sono. E esta mãe vil e cruel põe-na a dormir. Primeiro de forma soft e fofinha, depois not so much. Não se faz.
Consequências: [dormiu.] acorda e não quer nada comigo, só "paizite"; chega a tia à tarde para passar a tarde com ela e é só sorrisos e gracinhas para ela, e não quer nada comigo. Não em termos de amuo, nem sequer de me ignorar, mas a demonstrar claramente que eu estava na lista negra.
Outras consequências: tendo saído com o N. a aproveitar a presença da tia, vejo uma mãe com um miúdo de uns 2/3 anos ao colo, na mesma esplanada que nós. Miúdo aparenta sono, e ela fica lá uns bons 20 minutos, só a cantar para ele: isto é que é uma boa mãe, eu, pelo contrário, sou terrível... abandono a minha filha com a tia para vir namorar e de certeza que nunca lhe cantei tanto tempo assim com ela sentada ao meu colo...
[Dia da liberdade?...]
Sem comentários:
Enviar um comentário