Ou "princípio segundo o qual um sistema pode atingir um estado final igual com origem em condições iniciais distintas e por meio de diversas formas e meios de desenvolvimento".
É isto. É este o mote dos últimos tempos.
Há dias em que é fácil viver sob este princípio. Como ontem. Estava sol, estava um calor simpático, o dia tinha corrido bem, vivido com tempo, almocei com uma amiga. Depois da escola, fomos ver os patos aqui ao pé de casa, demos-lhes comida (ou os bocados de pão que ela não comeu...). Encontrámos uma ninhada de patitos acabados de nascer a nadar atrás da mãe. Andámos a pé na relva. Jantámos os três também com tempo [já são 19h? é pá, é preciso fazer o jantar!].
E às vezes habituamo-nos a que os dias comecem a ser tranquilos [ooohhh...isto é bom...afinal eu até percebo disto, afinal eu sou uma boa mãe]. E parece tudo muito fácil.
E depois há dias em que não é fácil viver sob aquele princípio. Em que os astros não se alinham. Em que parece que só há uma forma de atingir seja que estado final for, como um serão alegre. Como o final do dia de hoje. Eu a achar que ela devia dormir um bocadinho ao fim da tarde [eu a achar]. Eu a querer dar uma volta ao armário dela, trocar as camisolas que mal lhe tapam o umbigo por camisolas de tamanho decente. Ela a não querer dormir. Ela a querer só colo, não por mimo, mas no estado "já-não-sei-o-que-quero-quero-tudo-e-não-quero-nada". Falha estratégia de cantar e embalar. Ela afasta-se com os braços, mexe as pernas de propósito para não se deixar adormecer. [imponho-lhe a minha vontade ou deixo-a decidir? Ela pode decidir? O que se joga aqui?]. Falha estratégia de sentar na cadeira. Ela empurra, empurra, chora, quer sair. [abandono a "luta" ou mantenho-me firme? Se ela levar a dela avante, que mensagem é que passo?]. Ok, time out. Abrir as persianas. Voltar à roupa, esperar que ela se entretenha [tenho que acabar isto, tenho que acabar isto]. Colo, colo. Ao colo, tira toda a roupa do armário, acabada de arrumar [pára com isso]. Tem sono e não quer dormir. Tentar de novo. Falha tudo. Choro, atira a chucha para o chão, atira o boneco para o chão. Irritação. "Sofia, já chega! Acabou a fita, ouviste?! Acabou!" [eu não quero falar assim, não quero, que má, quais patos, quais quê]. Por 2 segundos, resulta. Depois, retorno ao mesmo. Ponho-a no berço e saio. Para respirar, para sair do loop. Choro, mas pouco sentida. Pode ser que se fique [mas já são quase 19h], tenho que fazer o jantar [e o pai que não chega].
Bandeira branca. Trago-a para a cozinha, para a cadeira dela. Fazer o jantar enquanto ela vê músicas no youtube [e o pai que não chega]. Jantar cheia de sono [mas que coisa, não vê que se dormisse era tudo muito mais fácil?!], cama antes das 20h30.
Há muitas formas de se chegar a um mesmo resultado. Quando fico presa a uma, não saio do sítio. Temos que ir mais vezes aos patos. E esta chuva que não passa.
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