Não, não é o caso.
Quando a criatura adormece no carro, das duas uma: mais vale acordar logo que paramos ou mais vale continuar a dormir depois de chegar a casa. Porque depois de:
- decidir que há coisas que vão ter que ficar no carro
- tirar previamente do carro uma mochila, uma mala (e da mala a chave de casa), o saco da escola, um saco com as compras que tínhamos ido fazer, dois casacos, e um balão com pau de segurar
- diminuir o número de coisas a transportar, colocando as pequenas dentro das grandes; ficar só com uma mochila, uma mala, o saco das compras e o balão
- a tirar da cadeirinha numa posição de contorcionista porque o vizinho estacionou o carro demasiado perto do meu e a porta só abre até meio.
- com ela ao colo, por-lhe uma manta por cima (porque estava toda transpirada, a garagem é fria, já está com uma tosse de cão e não quero piorar as [minhas] noites)
- ficar toda a transpirar neste processo e por causa da dita manta
- colocar a mochila só num ombro, enquanto lhe apoio o rabo no meu joelho
- tirar do cimo do carro a mala e o tal saco de compras, com o pé apoiado na roda do carro e mais uma vez a apoiar-lhe o rabo no joelho
- colocar, ao estilo de bailarina de tango, o pau do balão na boca
- fazer o percurso até aos elevadores nestes preparos
- passar 3 portas (ou 4, se contarmos com a entrada e saída do elevador) de lado, para evitar que o balão encalhasse
- tocar o botão do elevador com o nariz
- abrir a porta de casa que "tem um jeitinho" só com uma mão
- confiar que vou fazer o jantar com tranquilidade [e quem sabe, conseguir cortar-lhe as unhas]
...dizia eu, depois disto, não é simpático que assim que a pouse no sofá (já nem foi na cama, no sofá) abra o olho com a energia de quem acabou de dormir 3 horas.
Portanto, mais vale logo do que tarde.
Safou o dia ter conseguido encontra umas sapatilhas relativamente baratas, sem brilhantes cor de rosa, sem Hello Kitties e do tamanho dela.

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