segunda-feira, 15 de julho de 2013

quanto mais o tempo passa, mais hipóteses de ressaca

*Aviso à navegação e às mentes eventualmente mais polidas: eu também sou muito mal criada, graças a deus, e acho que um bom palavrão é equivalente a uma bolinha de prozac. E quem nunca disse um foda-se sentido não sabe o que perde - principalmente ao nível das úlceras*


Avancemos.

Eu ainda sou do tempo em que aguentava uma semana de bebedeira mais ou menos contínua sem fraquejar, mantendo as capacidades físicas e fisiológicas de certa forma intactas, desenvolvendo inclusivamente as capacidades intelectuais nesse interstício (falo mesmo bem castelhano quando estou com os copos, porsupuesto). 

[já vos ouço, ó almas impuras que conhecem o meu passado: o meu falecido bólide não é para aqui chamado, e isso foi só uma vez, caramba, e tinham-me roubado a carteira e as chaves de casa, e eram 6h da manhã e tinham acontecido coisas estranhas com um pato se não estou em erro - ou isso foi noutro dia? Adiante.]

A idade, essa grande filhadaputa. Ah e tal, traz sabedoria, paciência, e tudo e tudo. Traz mas é ressacas do caralho. Isso e ter um marido que me deixa beber uma garrafa de vinho praticamente sozinha. E nem sequer tinha necessidade de me embebedar para me seduzir, o sacana.

[não que isso alguma vez tivesse acontecido, ó almas!]

Sim, é triste, uma única garrafa e um fino prévio. Aqui a menina conhecida por emborcar que nem gente grande agora embebeda-se com uma única garrafa de vinho. Mas não era carrascão, vá lá, a idade e o status de pequeno-burguesia ainda permitem escolher vinho de carta - o mais barato, ou o outro logo a seguir que o mais barato já não havia [a crise chegou ao sector dos vinhos, minha gente!], mas ainda assim de carta e não aquela javardice do Souzellas ou do Violino ou do famigerado "vinho da casa" que é tipo o chinês dos vinhos: nem vale a pena pensar no que lá está dentro, serve o propósito e pronto.

Mas dizia eu, a idade. Para além da flacidez, do trabalho ridículo da gravidade sobre as glândulas mamárias (naaaaao, mas amamentar é lindo e maravilhoso, oh sim), a idade traz o aumento exponencial da ressaca e das suas consequências. A saber, e por ordem cronológica e iterativa: resregulação intestinal, mais conhecida como "o cocó de cerveja/vinho"; vontade de comer hamburgers e batatas fritas e outras pérolas igualmente salutares, enquanto se fica de pandeiro enfiado no sofá todo o dia. 

Vá lá que o culpado desta situação foi ali ao Pingo Doce comprar Pringles. 

E se calhar a tábua de queijos, o ravioli de farinheira e a noite de merda que a minha filha deu também não ajudam.






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