*Aviso à navegação e às mentes eventualmente mais polidas: eu também sou muito mal criada, graças a deus, e acho que um bom palavrão é equivalente a uma bolinha de prozac. E quem nunca disse um foda-se sentido não sabe o que perde - principalmente ao nível das úlceras*
Avancemos.
Eu ainda sou do tempo em que aguentava uma semana de bebedeira mais ou menos contínua sem fraquejar, mantendo as capacidades físicas e fisiológicas de certa forma intactas, desenvolvendo inclusivamente as capacidades intelectuais nesse interstício (falo mesmo bem castelhano quando estou com os copos, porsupuesto).
[já vos ouço, ó almas impuras que conhecem o meu passado: o meu falecido bólide não é para aqui chamado, e isso foi só uma vez, caramba, e tinham-me roubado a carteira e as chaves de casa, e eram 6h da manhã e tinham acontecido coisas estranhas com um pato se não estou em erro - ou isso foi noutro dia? Adiante.]
A idade, essa grande filhadaputa. Ah e tal, traz sabedoria, paciência, e tudo e tudo. Traz mas é ressacas do caralho. Isso e ter um marido que me deixa beber uma garrafa de vinho praticamente sozinha. E nem sequer tinha necessidade de me embebedar para me seduzir, o sacana.
[não que isso alguma vez tivesse acontecido, ó almas!]
Sim, é triste, uma única garrafa e um fino prévio. Aqui a menina conhecida por emborcar que nem gente grande agora embebeda-se com uma única garrafa de vinho. Mas não era carrascão, vá lá, a idade e o status de pequeno-burguesia ainda permitem escolher vinho de carta - o mais barato, ou o outro logo a seguir que o mais barato já não havia [a crise chegou ao sector dos vinhos, minha gente!], mas ainda assim de carta e não aquela javardice do Souzellas ou do Violino ou do famigerado "vinho da casa" que é tipo o chinês dos vinhos: nem vale a pena pensar no que lá está dentro, serve o propósito e pronto.
Mas dizia eu, a idade. Para além da flacidez, do trabalho ridículo da gravidade sobre as glândulas mamárias (naaaaao, mas amamentar é lindo e maravilhoso, oh sim), a idade traz o aumento exponencial da ressaca e das suas consequências. A saber, e por ordem cronológica e iterativa: resregulação intestinal, mais conhecida como "o cocó de cerveja/vinho"; vontade de comer hamburgers e batatas fritas e outras pérolas igualmente salutares, enquanto se fica de pandeiro enfiado no sofá todo o dia.
Vá lá que o culpado desta situação foi ali ao Pingo Doce comprar Pringles.
E se calhar a tábua de queijos, o ravioli de farinheira e a noite de merda que a minha filha deu também não ajudam.

Pato fu!!!!!!!
ResponderEliminarAdoro, adoro o que escreves por aqui!
Por tudo, por tudo e por tudo:)
Alice.... <3
ResponderEliminarMarquês da Vinha
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