terça-feira, 23 de julho de 2013

estou farta de mamas

Há uma espécie de culto da amamentação que me começa a chatear de sobremaneira: ele é fotos de bebés (e crianças) a mamar por todo o lado, ele é apregoar o quão bom e maravilhoso é dar mama, ele é comparações de quanto tempo se amamentou, haja pachorra!

Que eu não seja mal interpretada: sou pró amamentação a 100%, sempre quis amamentar os meus filhos e fi-lo com prazer e onde bem me apeteceu. Há, sim, coisas muito boas de amamentar, a vários níveis, a começar na saúde dos piquenos, passando pela economia familiar, pelo conforto e facilidade do processo, e a acabar no mimo. Portanto, isto nem sequer é um "ah, mas estão verdes!"

Às vezes parece que se reduz a maternidade à equação: "boa mãe = vaca leiteira à disposição 24/7". Que se é mais do que as outras porque se amamentou até aos x meses ou anos. Que se ama mais os filhos por isso. Farta, fartinha que estou de postas no facebook sobre o amor da amamentação, as borboletas e unicórnios que saem das mamas, como o leite das mamas ou o chuchar no mamilo é solução para todo o mal das criaturas e do mundo. Qualquer dia já não é Nossa Senhora que fala à mulher do Cavaco com a solução da crise, mas é um par de mamas que vem aqui por ordem neste circo, ou não andássemos nós à mama há mais anos do que a conta.

Como dizia o outro, "Freud explica muita coisa..."


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