quarta-feira, 31 de julho de 2013

amigos

No fim de semana que passou tivemos o casamento de uns dos nossos grandes amigos. Foi um casamento muito, muito bonito, onde passámos o dia com pessoas que nos são muito queridas e com outras que, por força da vida e das circunstâncias, não vemos tantas vezes quantas gostaríamos.

A S. andou o dia todo maravilhada com as outras crianças que lá estavam (muitas, de várias idades), principalmente com a "Na-na", a filha de um casal cuja história de vida está unida à nossa de várias maneiras - são, inclusivamente, os nossos padrinhos de casamento. 

Quando a "Na-na" chegou ao hotel onde íamos ficar todos, estávamos com outros amigos a pôr a conversa em dia no jardim. E a partir daí a S. não a largou mais. Foras imediatamente as duas correr pelo jardim, a rir, apanhar pedras, e explorar buracos 

[felizmente ainda não estavam de traje de cerimónia...].
Querida S., faz amigos. Entrega-te às pessoas que achares que, por alguma razão, te puxam para elas. Conhece pessoas, faz perguntas, ouve, partilha. Aprende com elas, mesmo que seja diferente daquilo que podias pensar. E depois escolhe algumas, poucas, para Amigos. E deixa que te dêem a mão nas alturas em que precisares.





Faz amigos da mesma forma que o teu pai: fieis, leais, de partilha de dias, sem exigências e sem julgamentos. Que são importantes apenas por serem os amigos. Aqueles a quem se telefona a meio do dia só para dizer olá e que te querem em casa deles.







Faz amigos da mesma forma que a tua mãe: complicados, únicos, capazes de perceber "a dor e a delícia de se ser o que se é".










Faz amigos à tua maneira, muitos. No nosso coração cabe muita gente e é com os outros que nos construímos. 












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